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De Sedentário a Maratonista

A motivação também se treina!

Ter | 14.08.12

Porque fiz um rastreio do cancro da pele

José Guimarães
Uma das coisas que gosto frequentemente de me lembrar é que, aquilo que julgamos serem os males que só acontecem aos outros, podem muito facilmente um dia bater à nossa porta. E se há coisas que não podemos evitar, outras há em que as probabilidades de nos acontecerem são inversamente proporcionais às medidas de precaução que tomamos. Um desses males é o cancro da pele. E nada melhor que um "sinal" de alerta para nos despertar para estes perigos escondidos. O mês de agosto entra amanhã na 2ª quinzena e mais do que nunca é nesta época que inevitavelmente se apanham uns escaldões. Seja porque fomos à praia e adormecemos ao sol, seja porque o vento estava mais forte, o céu nublado, pelo que até nem sentimos assim tanto o calor, ou porque fomos correr (claro está!) e o sol, esse, não perdoa - queima! Tal como já referi num post sobre o cancro da pele que escrevi há algum tempo atrás, seja por que razão for é essencial manter uma vigilância atenta aos sinais que temos na pele: qualquer sinal que pareça mudar de cor, forma ou dimensão, que sangre ou dê comichão, ou que apareça onde não havia nenhum, deverá ser examinado. Foi o que me aconteceu... e foi o que eu fiz.

Este sinal que antigamente eu não tinha

Aqui há umas semanas, numa das muitas sessões "pós-treino" de massagem nas pernas, descobri um sinal ligeiramente alto que antigamente não existia. Apareceu na parte da frente da perna, cerca de 1 palmo acima do joelho: [caption id="attachment_2030" align="alignnone" width="179"]localizacaodosinal localização do sinal[/caption] Nunca corri com creme protector solar nas pernas e, nas raras vezes em que o aplico, é na zona do pescoço e na cara, nunca nas pernas. Tal como os braços, as pernas são aquela parte do corpo que mais temos exposta quando corremos. Para mim este sinal foi o alerta suficiente. Fiz umas pesquisas na internet em busca de informações que me pudessem ser úteis e felizmente tinha na minha rede de contactos uma clínica especializada em medicina preventiva, na qual uma das especialidades recentemente trazidas para Portugal recai sobre o screening de sinais na pele que possam ser potencialmente cancerígenos.

Como se processou esta análise?

Após alguns contactos com a Lifebeat e lida a informação disponibilizada no site sobre o rastreio do cancro da pele, dirigi-me ao local para fazer a análise. Esta não passa de um rastreio rápido e simples, através de um método não invasivo chamado Dermatoscopia Digital. Seguem -se os passos:
  1. A técnica especializada faz-nos algumas perguntas para determinação de factores de risco;
  2. Depois utiliza um aparelho especial para tirar algumas fotografias ao sinal que identificámos. Este aparelho permite a captura e transmissão remota de uma série de imagens de alta resolução do sinal que, no seu conjunto facilitam a análise.
  3. As imagens obtidas são enviadas remotamente para um Médico Dermatologista que as analisa. No caso de o sinal ser considerado suspeito, seremos contactados pelo médico para encaminhamento e eventual consulta de Dermatologia.
Aqui ficam as imagens do meu sinal: [caption id="attachment_2031" align="alignnone" width="202"]sinal-imagem-macroscopica imagem macroscópica[/caption] [one_fourth] [caption id="attachment_2033" align="alignnone" width="132"]sinal-pigmentacao pigmentação[/caption] [/one_fourth] [one_fourth] [caption id="attachment_2035" align="alignnone" width="134"]sinal-pigmentacaoderme pigmentação da derme[/caption] [/one_fourth] [one_fourth] [caption id="attachment_2034" align="alignnone" width="133"]sinal-sangue sangue[/caption] [/one_fourth] [one_fourth_last] [caption id="attachment_2036" align="alignnone" width="133"]sinal-colagenio colagénio[/caption] [/one_fourth_last]

Resultado e recomendações

Ao fim de menos de uma semana, tinha a resposta da dermatologista no meu email: Resultado: sinal não suspeito Recomendações: manter a vigilância com proteção solar Os outros níveis de resultado são "sinal não suspeito, mas com elevado factor de risco" e "sinal suspeito", onde neste último caso a pessoa é encaminhada para uma consulta de dermatologia para análise completa e possível biópsia. No meu caso, não posso dizer que não andei um pouco apreensivo. Tinha no entanto a certeza que, se tivesse alguma coisa a fazer/tratar, estava nas semanas iniciais de descoberta daquele sinal, pelo que o risco seria menor. A importância recai aqui também na rapidez com que avaliamos o grau de risco de um sinal ser ou não potencialmente cancerígeno, já que um melanoma que não seja identificado nos seus primeiros dias pode rapidamente transformar-se num problema crítico, colocando a pessoa em risco de vida.

A Lifebeat e o Screen Cancer (rastreio do cancro da pele)

A clínica onde fiz a análise é a Lifebet - Centro de Diagnóstico Avançado e aposta maioritariamente (e com lógica) na medicina preventiva. O Screen Cancer é uma tecnologia avançada de rastreio de cancro da pele, e destina-se à avaliação de sinais cutâneos em homens e mulheres a partir dos 18 anos que, por auto-observação e de acordo com o método A B C D E, constituam motivo de preocupação. Ver mais informações sobre o rastreio do cancro da pele. Numa parceria com o De Sedentário a Maratonista e dirigido aos interessados em fazer o rastreio, a Lifebeat faz 20% no preço do mesmo, sendo somente necessário dirigir-se á clínica e dizer que viram este artigo no site. Lembrem-se que a prevenção pode ser a melhor cura!

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